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FORTALECER VALORES

 

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Por que é tão importante?

 

As leis cósmicas, ou leis de Deus, estão impressas nas consciências de todas as pessoas. É verdade que muitas dão uma impressão contrária, mas isto ocorre em razão de sua pouca evolução, ou ainda, porque tais pessoas vêm envolvendo a própria consciência sob camadas e mais camadas de negação, tornando-se assim impermeáveis aos ditames dessas leis. Mas, como a nossa essência mais íntima é luz de Deus, sempre chega um momento em que essa vibração divina se torna mais forte, em convites para um repensar a própria vivência e a uma mudança de rota.

Ocorre que, ao agirmos em desacordo com as leis cósmicas criamos conflito consciencial em nossa intimidade em razão do embate entre os ditames da consciência e as atitudes, e esse conflito gera desarmonia interior e remorso, mesmo que não o percebamos, e isto pode nos levar à depressão, ou mesmo a desenvolver  doenças psicossomáticas, e um bem viver pleno só poderá estruturar-se em ambiente de harmonia interior.

Percebe-se, então, a importância de um grande esforço para fortalecer esses valores que chamamos de humanos.

 

 

O AMOR

 

O amor é o mais excelente dos valores, a mais poderosa das energias transformadoras. Está em tudo que é bom, que faz bem, que dá felicidade, e podemos defini-lo como sendo um sentimento vivo de afeição e de alegria.

Mas existem vários tipos de amor.

O mais sublime de todos, no entanto, é o amor universal, um sentimento generalizado, assim como uma fonte que doa suas águas cristalinas sem perguntar a quem.

Para nós, é difícil entender esse tipo de sentimento, porque estamos acostumados a amar nossos pais, nossos irmãos e amigos... mas não a tudo e a todos.

Quem ama, com esse amor universal, conduz a felicidade dentro de si.

Ouça, a forma como o grande apóstolo Paulo, definiu o amor:  

O amor

 

 

A COMPAIXÃO pelo enfoque budista

 

Numa palestra, em 2004, no FORESP-Fórum Espírita de Pernambuco, o Lama Padma Samten, profundamente inspirado, falou sobre compaixão e amor, na forma como são entendidos pelo budismo.

Vale a pena ouvir uma, duas, muitas vezes, até internalizar as idéias que ele conseguiu passar. Destaque maior à PARTE - 02 - As cores da compaixão.

Quem conseguir guiar-se por esse modelo, terá dado os mais importantes passos em sua evolução espiritual.

 

PARTE - 01 - O que dá sentido à vida...

PARTE - O2 - As cores da compaixão

 

 

O PERDÃO

 

 Todo cristão sabe que o perdão é a base do cristianismo porque vem embutido naquele mandamento mais importante, o do amor, pois quem ama, perdoa.

Já por um enfoque científico podemos entender o “porquê” da necessidade do perdão, mostrando como ele é benéfico a quem o pratica.

Quando perdoamos verdadeiramente todas as ofensas, ficamos em paz com a vida; relaxamos, eliminando as tensões, porque o ódio, o rancor, os ressentimentos e mágoas ficam girando na mente e nas emoções, passando tensão para todo o corpo. Além disso, geram resíduos energéticos de teor negativo que vão se acumulando no corpo espiritual, produzindo zonas de fragilidade no corpo carnal.

Perdoar é abrir as algemas que nos prendem ao desafeto. É libertar-nos de um grande peso e das amarras da inferioridade, permitindo-nos caminhar com a alma leve e mais iluminada.

O perdão nos predispõe à mansuetude, à paz, à harmonia e ao equilíbrio. Perdoar sem restrições, sem condições, abre nosso espírito para as vibrações superiores e nos deixa de bem com a vida. Esse estado de espírito, além de ser altamente benéfico para a saúde, também o é para a vida familiar, profissional e social.

Estar de bem com a vida é estar de bem consigo mesmo e com seu corpo, sejam quais forem as suas condições. Esse é o melhor dos remédios, não apenas para a cura de muitas doenças, como também para preveni-las. Além disso gera um campo magnético simpático, abrindo muitas portas.

Não vale a pena odiar… Odiar é bobagem.

Não vale a pena vingar-se… A vingança é tolice. É própria dos espíritos mesquinhos.

Guardar mágoas, rancores ou ressentimentos é pequenez de espírito.

O perdão é grandeza d’alma e fica  bem mais fácil praticá-lo quando compreendemos que aquele que nos fere está apenas vivenciando atitudes próprias à sua faixa evolutiva, ou então passando por algum momento ruim.

O perdão, em qualquer circunstância, é sempre muito benéfico.

E vale lembrar das muitas pesquisas científicas que demonstram o quanto o perdão favorece a saúde, fortalecendo, inclusive, o sistema imunológico.

 

Já não estará na hora de começarmos a deixar de ver em Jesus uma babá a cuidar de nós, e passar a vê-lo como o Mestre, o cientista cósmico que veio nos ensinar a perfeita ciência do Bem Viver?

 

 

HUMOR

 

Como é o seu humor, caro visitante?

Já se fez esta pergunta alguma vez?

Já se ocupou em analisar o seu habitual estado de espírito?

  

Se você é uma pessoa normalmente bem humorada dê graças a Deus e continue a cultivar essa atitude tão benéfica, tanto quanto puder. É a melhor receita para uma boa saúde e também para a prosperidade material, isto, quando não houver maiores entraves de natureza kármica.

Mas se você é mal humorado, se vive a reclamar de tudo, a se queixar e lamentar; se vive torcendo o nariz para tudo e procurando razões para alimentar críticas e censuras, cuidado! Você está no caminho da aflição e, o que é pior, aflige também as pessoas com as quais convive.

O mau humor é o primeiro passo no círculo vicioso da aflição, do problema, da doença, da solidão e do desespero.

Ninguém gosta da presença do mal-humorado. Ele é sempre um “estraga-prazer”. Uma pessoa assim tem muito maiores dificuldades para manter o emprego, ou para ter sucesso em profissões ou atividades em que tenha de lidar com pessoas.

O mal-humorado carrega em torno de si uma psicosfera pesada, um campo magnético negativo, desagradável, repulsivo e que também atrai espíritos que vibram na mesma faixa. Imagine, então, uma pessoa mal humorada cercada por seres espirituais do mesmo tipo...

Que tremenda fábrica de vibrações pesadas, maléficas!

Quando você está num ambiente agradável e entra alguém mal-humorado, o efeito é o mesmo de uma nuvem escura cobrindo o azul do céu; é o mesmo que jogar um balde de água fria numa boa fervura.

O mal-humorado, além de agredir os outros com seu aspecto e um campo magnético carregado, agride em primeiro lugar a si mesmo, por gerar energias pesadas que irão aderir ao seu corpo espiritual, produzindo inúmeros males.

Se você, caro visitante, costuma cultivar o mau humor, pense no que dissemos; analise as suas reações, seus ambientes, sua vida. Pense naqueles que o cercam e veja se vale a pena continuar a cultivar tão deprimentes atitudes.

Pois bem, se achar que deve mudar de humor; que deseja modificar sua postura, vai aí uma receitazinha:

Todos os dias, pela manhã, ao acordar, faça algumas respirações profundas para harmonizar os ritmos internos. Em seguida, comece a pensar e a meditar na alegria, no contentamento e em alguma coisa boa que lhe dá prazer. Pense no seu corpo, nesse milagre da natureza, máquina fabulosa comandada pelo cérebro, cujas funções harmoniosas lhe facultam locomover-se, falar, escutar, ver, sentir, amar, enfim, viver. Pense nessa máquina divina e agradeça ao Criador por possuí-la.

Volte seu pensamento para as árvores, as flores, a alegria que há na Natureza. Lembre-se de quando chove, como a vegetação dá a impressão de estar toda alvoroçada, sorrindo e cantando o contentamento de viver.

Pense na alegria presente no ar, na leveza da brisa, das nuvens branquinhas, no Sol que ilumina e dá vida ao nosso planeta.

Imagine como seria se não existissem plantas, animais, lua e o Sol... Mas lembre-se de que eles existem e que foram criados pelo Senhor da Vida, para felicidade de todos nós.

Não importa por onde caminhe seu pensamento, desde que pense e medite na alegria, procurando sentir contentamento e gratidão. Verá como em pouco tempo vai sentir-se mais leve e começará a ver a Vida com bons olhos.

É possível que você entenda não ter razões para sentir alegria. Não deixe, no entanto, essas idéias tomarem conta; elas são o resultado de seu sistema energético saturado de energias incompatíveis. Corte-as pela raiz e pense com toda firmeza: “quero estar alegre, tranqüilo, contente e bem-humorado, a partir de agora”.

Mas não fique só nisso. Continue com essas disposições, esses pensamentos e sentimentos de alegria e bom humor durante todo o dia.

Aprenda a dar ordens a si mesmo. Comandar a própria mente e emoções equivale ao primeiro passo no aprendizado da ciência do bem viver.

Não é, porém, uma fácil tarefa; é bastante difícil, porque não é num simples estalar de dedos que conseguimos mudar uma característica do nosso temperamento, adquirida e enraizada em nossa alma no decorrer dos anos ou das encarnações.

Mas se lembrar-se de que o mau humor é péssimo para si mesmo e para aqueles com os quais convive; que é caminho para a aflição, problemas variados e mesmo enfermidades... é certo que vai conseguir mudar esse quadro. Peça ajuda a Deus e aos amigos espirituais. Eles sempre ajudam quando damos os primeiros passos em qualquer rumo da evolução.

 Lembre-se também de que desfrutar os bons momentos, falar neles, contá-los a outras pessoas, relembrá-los, equivale a gerar “memória” positiva, antidepressiva.

Quanto aos sofrimentos, problemas ou dificuldades não se prenda a eles, não os prenda a si. Tente resolvê-los da melhor maneira, mas não permita que eles grudem em você.

Procure sorrir sempre e passar para os outros uma vibração otimista para que eles se contagiem e a devolvam a você, ajudando-o a manter um estado de espírito positivo.

 

 

INVEJA

 

Uma coisa muito comum e cujos efeitos todos conhecem, é a inveja. Ela resulta da mistura do pensamento e do sentimento mesquinho de alguém que não se contenta com o que possui e fica desejando o que não lhe pertence.

Mas como combater as cargas de energia negativa que o invejoso lança sobre nós? 

Gerando forças positivas, magnetismo de elevado teor.

Quando vibramos numa freqüência de elevado teor, estamos criando em torno de nós uma aura capaz de nos defender, não só da inveja mas também de outros malefícios. É uma energia que geramos através da nossa vivência fraterna e pelo cultivo dos valores do otimismo, da confiança, da fé, e de todas aquelas virtudes que o Cristo ensinou.

Uma vontade positiva e forte também é fundamental para nossa defesa.

Nossos sentimentos, pensamentos e emoções são forças vivas que geramos e que passam a circular em nosso sistema energético, extrapolando-o e formando em torno de nós um campo, ou aura, que pode ser fotografada. E foram os cientistas ex-soviéticos que descobriram isto. A aura do corpo bioplásmico (energético ou vital) é fotografável e pode ser observada em seus detalhes, com toda a sua exuberância de cores, através do processo kirlian.

As pessoas otimistas, dinâmicas, confiantes, são muito menos afetadas pela inveja, pelas obsessões, os “trabalhos de Terreiro”, as más vibrações, o ódio etc. Mas as pessoas pessimistas, que estão sempre vendo desgraças em toda parte, que vivem a se queixar de tudo, são bem mais frágeis diante das agressões mentais ou astrais.

Isto acontece porque as Leis de Deus foram elaboradas visando nossa evolução e crescimento interior e, é justamente nesse labor que empregamos para vencer as dificuldades e os embaraços da vida, que evoluímos. Os problemas e a luta pela sobrevivência nos dão experiência e capacidade e nesse esforço adquirimos competência, aptidões, força interior, paciência e demais valores.

O nosso mundo íntimo, ambiente da alma, nossa mente, nossa consciência em seus diversos níveis é nutrido pelas forças divinas, pelo fluido cósmico, pelo amor universal. E conforme crescemos em nossas capacidades relativas à vivência material, não podemos nos descuidar do crescimento espiritual, para que não ocorra desequilíbrio evolutivo. Isto porque, se crescemos em capacidades terrenas e estacionamos no desenvolvimento das qualidades divinas,  nosso psiquismo acaba por se desarmonizar.

É por isso que Deus permite haja tanta inveja na Terra, tanta obsessão, tanta perseguição espiritual. Essas forças negativas representam na verdade chamamentos, para que nos lembremos de desenvolver também os valores espirituais.

As pessoas que vivenciam o desamor, a violência, a desonestidade, a imoralidade, a ganância e outros assemelhados, estão criando vínculos com a sombra, com as forças negativas e ficam, por isso, mais sujeitas à desarmonia interior. Mas as que procuram vivenciar os valores humanos e divinos, estão começando a construir as melhores condições de defesa contra a inveja e demais energias negativas que possam ser lançadas sobre elas.

 

 

Atitudes doentias

 

As atitudes de lamentação, tristeza, pessimismo, medo, desânimo, frustração e mesmo aquele tipo doentio de conformação representam venenos para a alma.

Muitas pessoas têm certa tendência para dar um toque mórbido em algumas coisas e jogar todas as dores e dificuldades à conta de um carma negativo (há também um carma positivo), e então vamos encontrá-las “atoladas no carma”, gemendo penosamente sob o peso de suas cruzes, plenamente acomodadas com a dor e gerando ainda mais dor.

Como foi dito anteriormente, neste período de transição em que vivemos, o “lixo psíquico” acumulado no inconsciente está vindo à tona com muita intensidade, provocando desequilíbrios os mais variados, tais como a depressão, a síndrome do pânico, as enxaquecas, as fibromialgias, alguns distúrbios de comportamento e inúmeras outras enfermidades.

Sendo assim, é importante buscar sempre uma postura saudável, aceitar a dor sem revolta quando ela nos atinge e quando nada pudermos fazer para minorá-la ou extingui-la; procurar entender que é ela a nossa depuradora, que vai lavar o nosso interior, observando, no entanto, que aceitar é saudável, enquanto conformar-se é doentio. Conformar-se é o mesmo que acomodar-se com o infortúnio, deixando de aproveitar as lições que ele pode nos ministrar. A dor contém em sua intimidade um energismo forte que podemos transmutar em luz interior, mas isto não se faz nutrindo autopiedade, nem emoções “para baixo”. Essa transmutação só é possível através de uma compreensão mais plena, uma forma de encarar a vida e as ocorrências de maneira mais saudável, perguntando a si mesmo, na hora do problema, do sufoco, da aflição, qual será a lição que o sofrimento está querendo me ensinar.

Com sinceridade e bom senso, é fácil descobrir qual é essa lição, lembrando-se também que muitos espíritos reencarnam com uma programação de dificuldades e problemas variados, para que desenvolvam certas aptidões, como tenacidade, criatividade, melhor desempenho, esforço próprio, senso de responsabilidade e outras.

Então, é o caso de perguntar o que pode fazer, que providências tomar, o que mudar para solucionar o problema, ou atenuá-lo.

Cultivar atitudes doentias gera ainda mais energismo pesado, de baixa vibração, que circula no corpo espiritual, criando zonas de fragilidade, verdadeiros focos de enfermidades. Além disso, produz um campo magnético (aura) pesado, de baixa vibração, que atrai campos semelhantes e repele campos positivos.

O energismo produzido pelo contentamento (mesmo dentro da dor), pela confiança e pela fé, pelo otimismo e principalmente pelo amor é força que pode transmutar nosso lixo interior em luz espiritual.

“A alegria reveste todas as virtudes de luz”. (Miramez)

 

 

A crítica

 

Damos um passo importante em nossa evolução espiritual quando começamos a ver os seres vivos como centelhas divinas, saturadas ou envolvidas em matéria, em processo de evolução. Se todos somos seres de luz, ou melhor, se nossa essência mais íntima é luz, uma luz adormecida, ela vai despertando à medida que nós mesmos amadurecemos por efeito do tempo, das lutas, dores e alegrias de cada dia e, também, pelos nossos próprios esforços. Daí, não há motivos para críticas, já que cada um respira no degrau que lhe é próprio e jornadeia pelos caminhos que escolhe, e são esses caminhos que proporcionam as experiências necessárias à evolução.

Quando sentir vontade de criticar ou julgar alguém, ao invés disso, desenvolva um sentimento de amorosidade por si mesmo, pelo seu entorno e finalmente por quem deseja criticar.

Ao mesmo tempo, eleve seu espírito em busca das Forças Superiores e peça que envolvam o objeto da sua crítica em vibrações de paz, de luz e de amor.

Atente para o quanto essa escolha lhe foi benéfica.

 

O mesmo ocorre com relação às outras religiões. Ao invés de criticá-las, como tantas vezes fazemos, que tal pensar nelas com carinho e respeito pelos imensos benefícios prestados a milhões e milhões de pessoas, para cujo momento evolutivo certamente são elas as mais indicadas? Devemos lembrar que para tudo há um tempo certo e para cada faixa etária sideral, o alimento espiritual adequado. Deus não censura, não critica, nem apressa a evolução dos seus filhos, porque esse crescimento é obra do tempo, todavia nós podemos apressar a nossa, quando percebemos que nos atrasamos no caminho.

A crítica não construtiva, pelo simples prazer ou hábito, gera energismo do tipo que azeda nosso interior, e isto é ruim para a saúde do corpo e da alma. Além disso, com esse tipo de atividade, enviamos ao criticado um fluxo mental negativo, que poderá induzi-lo a caminhos ainda piores.

A crítica não construtiva gera responsabilidade cármica para quem a pratica.

 

 

Gratidão

 

Uma atitude que ajuda muito nossa evolução espiritual é a gratidão. Devemos sentir-nos gratos por tudo, desde as coisas que nos parecem mais insignificantes, como a cadeira em que sentamos, o prato no qual podemos colocar o alimento para comer, o cãozinho amigo que nos faz festas, o aparelho de tevê que nos distrai, o chão no qual podemos pisar, etc.

Faça um exercício de gratidão, olhando tudo que o cerca com um novo olhar, e verá como seu estado de espírito melhora.

A gratidão, além de elevar a frequência vibratória, representa um antídoto para a depressão e para o orgulho. Ao nos sentirmos gratos por tudo, deixamos de nos sentir com direito a tudo.

 

 

Uma agenda evolutiva

 

É fácil observar como em nosso esforço evolutivo vimos desperdiçando forças em ações esporádicas e dispersas, que não conseguem realmente realizar a reforma ou as transformações interiores que desejamos, desestimulando nossas pretensões evolutivas.

Mas se nos fixarmos numa "agenda" com poucos pontos essenciais, priorizando esforços nesse sentido, fica muito mais fácil e produtivo alavancar essa reforma.

 

 

A AGENDA MÍNIMA PARA EVOLUIR

é um programa que vem ajudar sobremaneira aqueles que realmente estão querendo transformar intenções de crescimento interior em atitudes.

Um dos seus diferenciais é a priorização da ação evolutiva a partir dos estados de espírito.

É mais produtivo e muito mais fácil que ficar vigiando cada pensamento, palavra,

sentimento e ação.

Desenvolver estados de espírito é trabalhar os valores correspondentes em sua profundidade.

 

Outro diferencial é o fato dela resumir todo um processo evolutivo - que demandaria um número infinito de ações - em apenas cinco pontos. Quatro são estados de espírito e um é atributo da mente.

 Esses cinco pontos são apresentados a seguir.

Sendo o amor o maior dos valores da alma, a AFETIVIDADE é o primeiro ponto a ser considerado. Vivenciá-la é caminhar para a amorosidade, no rumo do amor universal, a grande meta em nossa evolução espiritual.

Ação: desenvolver sempre um estado de espírito afetuoso, o que pode parecer difícil no começo, mas, dando-se continuidade, esse valor vai sendo internalizado, passando a fazer parte da própria natureza.

 A ALTERIDADE representa o respeito que devemos ter para com todos, para com suas ideias, suas crenças, sua maneira de pensar, de ser e de agir. É também a construção da fraternidade apesar das divergências, tendo-se estas respeitadas e procurando-se aprender com as diferentes opiniões. Mas não significa deixar de discutir, debater, questionar. A discussão, o debate e o questionamento são saudáveis quando se respeita o outro, a sua maneira de ser e de pensar. A alteridade é, sem dúvida, o veículo que ajudará a conduzir a humanidade para a tão esperada nova era.

A pessoa alteritária não se acha a dona da verdade.

Para um bom convívio é imprescindível haver alteridade, porque ela favorece a pacificação, o bom entendimento (não fingido) entre grupos e pessoas, um relacionamento maduro, fraterno e respeitoso.

Muitas vezes, em nossa cultura não alteritária, olhamos para o outro com olhar que se detém em seu lado negativo, ou seja, naquilo que a nossa ótica possa condenar, achar errado e criticar. Assim, mesmo sem perceber, estamos nos erigindo como modelos e descartando ou minimizando aqueles cujos valores sejam diferentes dos nossos.

Atitudes assim pesam em nossa evolução, atrasando-a, e atuam como verdadeira indústria de energias negativas, ao passo que uma postura alteritária gera energias mais leves, benfazejas.

Ação: estar alerta para essa mudança de olhar, e, mesmo discordando, respeitar sempre o outro, suas ideias, sua maneira de ser, de pensar e de agir.

HUMILDADE - É uma virtude muito decantada, mas geralmente fazemos dela uma ideia distorcida. Muitas pessoas acham que ser humilde é andar mal vestido, evitar locais elegantes ou suntuosos, falar com voz de pedinte, etc. Outros entendem que significa baixar a cabeça para os insultos, as ofensas, os desaforos que nos digam, fazendo de conta que são merecidos e por isso temos de recebê-los calados e humilhados.

Certamente temos em Jesus o grande modelo de humildade. Ele exortou: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”.

Porém o Mestre nunca baixou a cabeça em gesto de humildade nem ergueu-a mostrando orgulho, porque estava acima disso. Ele foi firme, forte e viril sempre que se tratou da Doutrina que veio ensinar; imprecou contra a hipocrisia, os vícios e o desamor com toda a força moral da sua grandeza; diante de Pilatos e de todos que O acusaram, manteve-se silencioso e absolutamente sereno, sem arrogância e sem os gestos e a expressão que normalmente atribuímos à humildade. Aquelas acusações e imprecações simplesmente não O alcançavam. Sem dúvida também não sentiu pena de si mesmo por estar ali suportando tudo aquilo, como também não se sentiu vaidoso por estar exercendo Sua grandeza espiritual. Estava apenas inabalavelmente sereno.

Os nossos gestos ou expressão de humildade muitas vezes mascaram a intenção de esmagarmos o outro com tal demonstração, quando não, a de mostrarmos ao mundo que somos virtuosamente humildes.

 Também a forma como reagimos nas mais variadas situações, quando, por exemplo, nos acusam injustamente e entendemos não valer a pena suscitar uma discussão para provar isto ou aquilo, ou quando alguém nos agride com desaforos e por alguma razão preferimos nos calar, a forma como calamos, como nos sentimos nesse momento, as nossas reações ou não reações interiores, podem nos ajudar a entender o que é humildade e se estamos realmente sendo humildes. Parece-nos também que ela não precisa ser necessariamente um ato que fira a nossa sensibilidade, ou nos esmague a dignidade.

A verdadeira humildade é construída sobre o alicerce do amor e da compreensão, que geram serenidade, aliada ao respeito para com o próximo, mesmo quando estiver errado.

Ação: assumir sempre uma postura de humildade, observando suas verdadeiras características.

CONTENTAMENTO –  É importantíssimo desenvolver os valores que nos tornam pessoas melhores, presenças benéficas. E quanto a nós para com nós mesmos? O que fica faltando para alcançarmos a plenitude? Certamente ela está no coroamento dos valores da alma, ou seja, no contentamento, que é nossa vibração de vida.

Pense numa pessoa afetuosa, alteritária, que já tenha adquirido os valores da humildade, mas triste, desalentada, que vive arrastando sua cruz vida afora. É como um pássaro de uma só asa. Como levantar voo para novas conquistas espirituais, quando falta esta seiva de vida, o contentamento?

Os seres espirituais de elevada condição irradiam alegria. Sua presença infunde inusitado júbilo nas pessoas que possuem maior sensibilidade; é uma sensação maravilhosa de plenitude. Tudo se transforma em infinito contentamento, em puro júbilo que vibra em cada célula e em cada neurônio. É como se ficássemos “cheios de Deus”.

O contentamento, na verdade, é uma elevada aquisição que podemos ir conquistando passo a passo, aproveitando todos os momentos para senti-lo, desenvolvendo-o em nossa intimidade.

Ação: procurar manter sempre um estado de espírito contente, mesmo que acredite não ter rações para isso; aproveitar todos os momentos propícios para ampliar as vibrações de contentamento, de alegria sã, e guardá-las no mundo íntimo.

O EQUILÍBRIO é um valor que complementa todos os outros, dando-lhes um eixo. Não é estado de espírito, mas atributo da mente e um dos mais importantes valores do ser racional, já que possibilita maior número de acertos e evita muitas quedas. É irmão gêmeo da sabedoria.

Nos quatro pontos apresentados, que representam estados de espírito, o equilíbrio deve sempre estar presente: na afetividade, norteando nossos envolvimentos de forma a não transformá-los em algemas, ou em dependência de qualquer natureza; na alteridade, orientando nossas reflexões, discussões e decisões com serenidade, isenção de ânimo e maturidade, possibilitando gerar as mais acertadas conclusões; na humildade, dando suporte necessário para não cairmos nos extremos, sempre prejudiciais; no contentamento, evitando exageros e desnecessárias exibições.

Em todos os atos e passos do nosso existir, o equilíbrio é valor fundamental, por nos proporcionar um alicerce necessário ao correto entendimento de tudo. Representa a maturidade despontando em quem o possui.

Ocupando-nos, pois, em cuidar do nosso “clima interior”, desenvolvendo e mantendo os estados de espírito propostos nesta agenda, estaremos dando passos importantes em nossas transformações interiores, agilizando nossa evolução espiritual.

 

 

 

Gerando memória

 

Há um grande entrave em nossos propósitos evolutivos, o esquecimento, porque geralmente só nos lembramos deles depois de os termos descumprido. Para mudar comportamentos, atitudes, ambiente mental, sentimentos e emoções, é imprescindível ter sempre esses propósitos no foco das nossas atenções, porque só conseguimos resultados quando nos lembramos dessas intenções. Sem esse “lembrar”, não há ação. As mudanças que desejarmos só vão acontecer de fato quando as tivermos internalizado, transformando-as em atitudes habituais.

Então, se o problema está no esquecimento, a solução está em criar lembretes, que são uma forma de gerar memória, de ter em mente, de lembrar-nos sempre de agir conforme o propósito feito a nós mesmos. Com o tempo, tais solicitações à memória se transformam em hábito.

A seguir, apresentamos algumas sugestões para se gerar memória.

01 – Adquira uma pulseira, dessas em que se grava algo e, se possível, grave nela a palavra que indica o valor que deseja desenvolver. Suponhamos que seja a humildade. Condicione-se, então, a desenvolver esse sentimento sempre que olhar para ela ou senti-la em seu braço.

Em vez da pulseira, você pode usar uma fita ou fazer uma trancinha de cordõezinhos para prender no pulso e, enquanto estiver trançando, fique mentalizando o seguinte: “sempre que eu olhar para esta pulseirinha ou senti-la no meu braço, vou me lembrar de desenvolver humildade”. No caso desse lembrete, o importante é que seja algo não usual, que chame sua atenção sempre que olhá-lo ou senti-lo.

02 – Escreva num pedaço de papel o valor que deseja desenvolver. Amasse-o e o coloque no bolso ou bolsa. Assim, sempre que botar a mão no bolso ou bolsa e sentir ou ver aquele objeto estranho, se lembrará de sua decisão e terá a oportunidade de assumir a postura indicada.

03 – Faça pequenos cartazes sobre o valor em pauta e os afixe no seu entorno, em casa, no ambiente de trabalho, onde puder.

04 – Programe lembretes no computador, no celular, etc.

Usando de criatividade, você consegue meios de sempre se lembrar de desenvolver os estados de espírito ou os valores que desejar.

 

 

PARA REFLEXÃO:

Em áudio: Na fronteira do tempo

 

 

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