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DESENVOLVER AUTOCOMANDO

 

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Nossa mente é o “infinito desconhecido”.

Para  começarmos a entreabrir uma fresta

para essa vastidão, o primeiro passo

é a observação.

 

Todo conhecimento teve sua gênese na observação, passando-se para o questionamento, a experimentação, a análise, o cálculo, o raciocínio, as hipóteses…

 

Desde que existem maçãs as pessoas as viam cair e isto jamais preocupou a qualquer delas.

Mas dizem que foi ao ver uma maçã cair, que Isaac Newton começou a se ocupar com esse fato, passando por todas aquelas fases do questionamento, da análise, do cálculo, do raciocínio da experimentação... descobrindo a lei da gravidade.

 

 

 

 

COMANDO CONSCIENTE DE NÓS MESMOS

 

Nos mais diversos meios nos quais as pessoas desejam evoluir, tem-se falado muito em autoconhecimento.

Comecemos agora a falar em autocomando, aquisição essencial tendo em vista o novo período para o qual já estamos transitando.

Temos sido seres levados por impulsos, sempre sujeitos ao comando do homem velho que nos domina. Esse domínio entrava nosso crescimento, gerando diversas dificuldades neste caminho de retorno ao Pai.

Mas agora, no limiar de uma era nova, importa buscar novas metas, métodos e metodologias a nortearem nossos esforços de crescimento.

Uma dessas metas novas a serem buscadas, talvez a mais importante, está no autocomando.

Em nossa mente, temos poderes fabulosos em latência; então, se começarmos a procurar entendê-los, conhecê-los (ao menos até os limites da nossa capacidade) e utilizá-los em benefício da nossa evolução, os ganhos serão extraordinários.

Certamente, no que se refere ao conhecimento e à aplicação dos recursos da mente e do espírito, não existem receitas prontas. Cabe a cada interessado mergulhar dentro de si mesmo, de modo investigativo, observando, analisando, criando e experimentando procedimentos, visando encontrar meios que poderão ir capacitando-o a autocomandar-se.

Porém sempre podemos ter indicações, algumas orientações, um apontar de rumos, que por vezes nos são oferecidos pelos que caminham adiante de nós.

 

 

As escolas esoteristas têm se aprofundado bastante nessas questões, e uma definição do Yogue Ramacharaca nos parece bem coerente. No livro 14 Lições de Filosofia Yogue, ele afirma que o ser humano é formado por sete princípios, sendo três de natureza material e quatro mentais, ou de natureza espiritual.

E explica:

a) os princípios de natureza material são corpo físico, duplo etérico e perispírito;

b) o corpo físico é o corpo carnal;

c) o ­duplo etérico é o corpo etérico ou vital, cópia do corpo físico que se dissolve de 35 a 40 dias após a desencarnação. Não tem vida própria. Muitas vezes, uma pessoa que está desencarnando deseja tão fortemente rever alguém que projeta seu duplo etérico. Por isso, nas aparições de moribundos, eles nunca falam ou se comunicam de qualquer outra forma; apenas aparecem e vão embora, ou melhor, são seus duplos etéricos que se manifestam;

d) o perispírito é o corpo espiritual construído ao longo da evolução através dos rei­nos mineral, vegetal, animal e humano. É veículo de manifestação do espírito;

e) os princípios de natureza espiritual são a mente instintiva, a mente intelectual, a mente espiritual e o espírito;

f) a mente instintiva é a sede das atividades instintivas do ser. No reino animal, liga-se ao espírito-grupo, do qual recebe orientação e comando. Esse comando vai cedendo lugar à inteligência da individualidade conforme cresce em conhecimento e capacidade;

g) a mente intelectual diz respeito ao intelecto. Conforme se enriquece, vai lançando luz sobre a mente instintiva e assumindo funções do próprio instinto, pelo uso da razão e do conhecimento;

h) a mente espiritual, conforme vai despertando, também vai lançando luz sobre a mente intelectual.

i) o espírito é a chama divina absolutamente além de qualquer conceituação ou compreensão humanas.

 

Com respeito à mente espiritual, podemos entender que seu despertamento produz anseios indefiníveis de conhecimento superior e de ligação com o Criador. Não se confundam esses anseios com certas expressões de procura religiosa movidas por interesses diversos, tais como, o fanatismo, o medo ou a intenção de ganhar o Céu. O despertar da mente espiritual induz à espiritualização, ao misticismo harmonioso, à procura do ideal superior com maior desligamento da vida material e consequente aprofundamento nas fontes internas, nas faixas de ligação com o Cristo interno. É o transitar da animalidade para a angelitude.

Pode-se dizer também que Deus não pensa. Ele sabe. Não tem uma mente instintiva, nem intelectual. Esses princípios são próprios dos reinos em evolução, nas suas faixas iniciais. Não tem uma mente espiritual, porque está muito além dessa faixa.

Deus não olha. Ele se liga a tudo pelo fluido cósmico, como dizem os espíritos, ou pelo campo de energia universal, conforme Bárbara Ann Brennan.

E, nesse estar ligado a tudo, Ele comanda o TODO através dos mecanismos das Suas leis.

 

 

Que é então o comando mental?

 

O comando mental dispensa palavras. É a mente que trabalha e não o pensamento. Por exemplo, localizar mentalmente um órgão ou parte do corpo e envolvê-lo no comando que desejar. Esse comando deve ser tranquilo, afetuoso, envolvente, poderoso, sem vacilar.

O espírito Miramez diz que as células são miniconsciências e que elas trabalham sob o comando da mente central, sem a participação da consciência. Afirma, no entanto, que chegará o dia em que havemos de comandar nossas células de forma consciente.

Isto, no entanto, não é algo que aconteça num estalar de dedos. É resultado de um trabalho interior contínuo e persistente, mas muito atraente, pela alegria que nos dá cada resultado positivo que podemos ir observando.

Se começarmos agora essa busca, mais cedo alcançaremos resultados.

 

Quando começamos a tomar consciência da nossa mente e dos seus poderes latentes, percebemos que também somos capazes de comandá-la, de forma a criar e manter os estados de espíritos que desejamos, apesar das circunstâncias e dos circunstantes.

 

 

 

Mentalização

 

Mentalizar equivale a criar algo mentalmente, ou a dar ordens mentais que devem ser dadas na força da confiança, lembrando sempre que, se trazemos em nossa intimidade espiritual os atributos do nosso Criador, podemos utilizá-los para o nosso próprio bem, mas obedecendo sempre às leis maiores.

Espíritos informam que, em nossa intimidade espiritual, somos centelhas divinas em evolução. Outros dizem que nossa essência mais íntima é luz de Deus.

É natural que seja assim, porque, sendo seus filhos, certamente trazemos traços divinos em nosso DNA espiritual.

Assim, as mentalizações e as visualizações devem acontecer sempre na vibração do amor e na alta frequência do pensamento voltado para Deus.

 

EXERCÍCIO 01

Faça algumas respirações profundas p ara harmonizar os ritmos internos e relaxar.

Sinta seus pés e lhes dê uma ordem mental para relaxarem. Faça o mesmo com as pernas, as coxas, o tronco, as mãos, os braços e assim por diante até chegar à cabeça, sempre com o comando mental para relaxar.

Visualize qualquer parte ou órgão do seu corpo que esteja querendo beneficiar, como, por exemplo, o coração. Procure senti-lo e o envolva num sentimento de amor e de gratidão. Em seguida dê-lhe um comando mental de atividade plena e harmoniosa, lembrando sempre que esse comando deve ser tranquilo, afetuoso, envolvente, poderoso, sem vacilar.

 

EXERCÍCIO 02

Faça um relaxamento como explicado no exercício anterior.

Observe o próprio estado de espírito. Suponhamos que esteja irritado ou agressivo. Dê a si mesmo um comando de calma, de paz, lembrando que esse comando deve ser tranquilo, afetuoso, envolvente, poderoso, sem vacilar.

Com esses comandos mentais, conseguimos mudar nossos estados de espírito, porque estão subordinados à mente e à vontade. Mas é preciso lembrar que em todos os procedimentos psíquicos e mentais, é importante a elevação da freqüência vibratória, e os sentimentos vibrando no amor e na paz.

 

Exercício de relaxamento com mentalizações, em ÁUDIO.

 

Sentindo o corpo

 

OBSERVAÇÃO: V. pode baixar esse e outros arquivos em áudio, gravá-los em CD, pendrive, etc. para ouvir na demora do transito lento, antes de dormir, ou em outros momentos adequados. São induções à harmonia interior e elevam a frequência vibratória, possibilitando maior acuidade espiritual na busca de novos caminhos para um  autocomando mais satisfatório.

 

 

 

 

 

Como mentalizar nossos desafetos

 

Se você tem um inimigo ou desafeto, sempre que dele se lembrar, procure mentalizá-lo dentro da estrela ao lado e diga mentalmente:

 

Dentro do círculo da infinita MISERICÓRDIA, da infinita presença da JUSTIÇA, do BEM, da VERDADE, do AMOR e do PERDÃO eu coloco "fulano", a fim de que tudo possa merecer e seja envolvido nas forças brancas da PAZ.

 

É importante que você realmente SINTA o

que está dizendo.

 

 

 

O bem-viver está principalmente dentro de nós,

em nossos estados de espírito,

e é algo que podemos comandar...

 

Basta querer e ter persistência.

 

 

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