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Padres católicos estão "trabalhando"

a reforma interior dos fiéis...

E nós, espíritas?

 

 

 

No Grupo "Reforma Interior", no Facebook, um participante postou a seguinte mensagem:

“Em cada missa na igreja católica que frequento tem um tema central. Cada pessoa que está ali deve exercitar o tema pelo menos durante uma semana. Acho que poderíamos fazer algo parecido. Cada semana traríamos um tema para crescimento espiritual. Cada um poderia postar textos e experiências pessoais e todos exerceriam o tema com profundidade e verdadeiramente durante a semana. Apesar de não ser católico, gosto de ir à missa justamente para exercitar isso.”

E mais... NESTE ESPAÇO

 

Textos diversos do Facebook

 

Programa dos 6 PASSOS copiado

do site bemviver

Harmonia interior

Criar blindagem psíquica

Desenvolver autocomando

Comandar estados de espírito

Fortalecer valores

Ativar a luz interior

 

 Atendendo a essa sugestão começamos a fazer uma experiência nesse Grupo, iniciando pela PACIÊNCIA.

Passamos então a analisar a PACIÊNCIA; discutir formas de aplicá-la nas atitudes diárias, dar depoimentos pessoais e abordar assuntos relacionados. Procuramos meios práticos, ou “práticas”, que pudessem nos ajudar a vivenciar esse valor.

 

Quem estiver realmente interessado em participar dessa e das novas experiências evolutivas que virão, pode inscrever-se no grupo Reforma Interior, no link:

https://www.facebook.com/groups/reforma.interior/

 

 

Abaixo, um exemplo de como podemos ser criativos e desenvolver práticas, como essa de Romano, que podem nos ajudar a vivenciar os valores de que mais estamos carentes.

 

O VALE DOS PREPOTENTES

 Um conto baseado em fatos reais, que mostra como a necessidade pode desenvolver a criatividade, até mesmo no campo evolutivo.

 

Romano decidiu-se: iria iniciar, de fato, a reforma interior.

Vinha pensando nela desde que se tornara espírita, há mais de quinze anos. Lembrava-se dela sempre que ouvia alguma palestra ou lia algo sobre o assunto e dizia a si mesmo: “Eu preciso realmente me corrigir em muitas coisas, principalmente no que diz respeito à prepotência, que é o meu pior defeito”.

Mas os turbilhões da vida envolviam essas decisões nas brumas do esquecimento e, somente depois de novos atos ou atitudes marcadamente prepotentes, Romano se dava conta de que continuava o mesmo.

O sonho que tivera naquela noite, porém, fora decisivo. Via-se perambulando pelo Umbral, em ambientes horríveis, assustadores, e trazia no pulso um estranho bracelete com uma plaqueta de identificação, na qual estava escrito: “Vale dos Prepotentes”. A angústia que sentia era medonha, e o medo terrível que o dominava deixava-o inerte diante dos monstros que o cercavam, demonstrando intenção de levá-lo ainda mais para baixo, para zonas ainda mais tenebrosas. Despertou todo trêmulo, suando frio, e custou-lhe bastante entender que se tratara de um sonho.

Não. Decididamente, não iria parar naquele horrendo lugar depois que desencarnasse. Cuidaria de corrigir-se quanto à prepotência, a partir daquele momento. Seria a sua prioridade absoluta.

Passou, então, a pensar no assunto, a meditar sobre ele, a analisá-lo, até concluir que o problema, a dificuldade, estava na memória... ou na falta dela. Era preciso algo que pudesse lembrar-lhe continuamente sua decisão, sempre ANTES de praticar a prepotência, a fim de poder frear-se a tempo porque, depois de praticada, só lhe restaria o arrependimento e novas promessas a si mesmo, novamente descumpridas.

À sua mente voltou com insistência a cena do sonho e, particularmente, aquele estranho bracelete de identificação, como se ali estivesse a chave da questão.

Quase deu um pulo quando uma ideia surgiu em sua mente. Saiu correndo e foi a uma loja de bijuterias onde comprou um bracelete, desses que têm uma plaqueta para gravar o nome. Pensou em mandar gravar os dizeres “Vale dos Prepotentes”, mas desistiu de imediato, pois o que mais queria era permanecer o mais longe possível daquele lugar, e resolveu deixar o bracelete sem qualquer inscrição. Não seria necessária.

Na rua, achou-se um tanto esquisito e mesmo ridículo com aquele objeto no pulso, mas lembrou que qualquer sacrifício seria válido para escapar ao tenebroso vale.

Na manhã seguinte, ao sair para o trabalho, teve de correr quase dois quarteirões para apanhar o ônibus, que cortara caminho.

Indignado, ao pagar a passagem, dirigiu-se ao cobrador com aquele ar de superioridade que tão bem sabia ostentar:

– Por que vocês resolveram cortar caminho, passando longe do ponto?

Ia dizer mais algumas “verdades”, mas, ao levantar a mão para segurar-se, sentiu o bracelete e lembrou-se de seu propósito, da sua prioridade, escapar ao Vale dos Prepotentes.

Enquanto isso, o cobrador respondia que o caso era com o motorista, cujos cabelos grisalhos podia ver do local em que se encontrava.

Para amenizar, comentou, procurando levar na brincadeira:

– É... vai ver ele está tão velho e cansado que resolveu encurtar a viagem.

Encontrou um assento vago, próximo ao motorista. Sentia-se indignado. Aquele homem não tinha o direito de cortar caminho e deixar pessoas esperando no ponto ou fazê-las correr atrás do coletivo.

Mas o contato da pulseira com a pele do braço formava uma espécie de elo psicológico com o propósito que fizera. Amansou o tom de voz e procurou fazer a pergunta com o máximo de gentileza:

– Que foi que houve para o senhor cortar caminho?

Já era um grande avanço porque, antes, teria logo começado a vituperá-lo pela falta de consideração para com os usuários.

O interpelado olhou para ele, sorriu com simpatia e respondeu:

– É que tem uma carreta atravessada na rua de cima e não está dando para passar por lá.

Romano sentiu-se envergonhado, muito envergonhado. Julgara o motorista, considerando-o displicente e irresponsável. Mas aquele homem de cabelos grisalhos, sob o peso dos anos, precisando ainda trabalhar, sorrira-lhe com ar sincero e fraterno, dando a explicação.

A diferença entre os dois fez Romano pensar. Ele, todo prepotente, achava-se cheio de direitos, e o motorista, apesar da idade e dos desgastes naturais, é que lhe dava explicações com amabilidade.

Pensou ainda nas vibrações pesadas que certamente enviara àquele homem através do pensamento e dos sentimentos antifraternos. Rapidamente modificou seu estado de espírito e passou a enviar-lhe vibrações positivas, benéficas, desejando-lhe sinceramente saúde, prosperidade, bem-estar...

Romano passou o restante do trajeto a meditar no ocorrido, analisando a si mesmo, as suas posturas, de forma tão sincera e profunda como jamais fizera. Percebia, com extrema clareza, que cuidar da reforma íntima precisa estar entre as principais prioridades de quem realmente deseja realizá-la; que seria necessário pensar nela continuamente, da mesma forma como costumamos pensar em algo que estamos planejando executar. Isto deve gerar memória e, com ela, aquele “censor interno” que nos alerte sempre que estejamos a ponto de cometer o indevido. Essa censura antecipada é justamente o mecanismo de que precisamos a fim de poder sustar nossas disposições negativas, ANTES que aconteçam.

Num impulso incontido, beijou o bracelete, feliz e aliviado, pois entendia que, com esse suporte, teria finalmente a possibilidade de se corrigir ou pelo menos atenuar significativamente a sua prepotência. Havia encontrado um roteiro e estabelecido um programa que, por certo, iria livrá-lo de um estágio no Vale dos Prepotentes, depois que desencarnasse.

 

 

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