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QUEDAS ESPIRITUAIS

 

Todo médium, assim como todo ser humano, está sujeito a “quedas” espirituais, dando margem a ser influenciado e até mesmo dominado por espíritos obsessores.

Inúmeras são as causas. Quando cultivamos sentimentos e emoções de natureza inferior estamos enfraquecendo nossas defesas espirituais. A vivência de atitudes em desarmonia com as leis cósmicas, hábitos viciosos, a freqüência a locais de baixa vibração espiritual, os sentimentos de culpa, a sexolatria, o orgulho e tudo que dele deriva, e outras tantas atitudes e ações de natureza inferior enfraquecem essas defesas e nos deixam a mercê de espíritos levianos e o pior, dos perseguidores do mundo invisível.

No caso dos médiuns, pela sua maior sintonia ou conexão com o mundo espiritual, também se tornam mais suscetíveis a receber influências procedentes dessas dimensões. Por isso sempre se recomenda incisivamente ao médium para que se cuide mais que qualquer outra pessoa. Por tais razões necessita evitar o uso do álcool e de quaisquer elementos que lhe fragilizem o autocomando. Da mesma forma deve evitar locais de baixa freqüência vibratória, tais como bares, boates, lupanares, etc. Também é importante cultivar o hábito de leitura de textos de elevado teor espiritual e a prece.

É fácil observar como um campo magnético carregado de energias mais densas nos prende a patamares inferiores, e nesses patamares nosso psiquismo passa a vibrar em conformidade com os conteúdos dessas dimensões. Quando isto acontece, nossos sentimentos e emoções passam a rejeitar tudo que diga respeito à espiritualidade, à religiosidade, aos conceitos de vida superiores, sentindo maior atração pelos prazeres da carne, as conversas menos edificantes ou indecentes, pelo assistir a filmes violentos e de terror... e por aí afora. É como se os canais para a espiritualidade mais elevada estivessem todos fechados.

É fácil então perceber por que tantas pessoas, inexplicavelmente, sofrem quedas espirituais, muitas vezes de impressionantes proporções, descendo a verdadeiros abismos da alma, onde é fácil cair, mas muito difícil e doloroso para sair.

Muitas pessoas começam a se afastar das atividades espíritas por motivos variados e então se pode perceber como os seus focos vão mudando. As leituras de elevado teor vão perdendo totalmente o interesse, enquanto os assuntos inferiores ganham espaço.

Quando isto acontece e a pessoa vai se distanciando mais e mais da sua rota evolutiva, vai também ficando cada vez mais à mercê de forças negativas que poderão acabar envolvendo-o em situações desagradáveis ou de sofrimento.

Nesses casos, muitos entendem que se trata de castigo por ter abandonado a tarefa, mas não é assim. Nos arraias espíritas as adesões são livres e quando alguém quer afastar-se, os espíritos benfeitores certamente nada farão, aguardando os benefícios do tempo que a tudo renova e faz amadurecer.

Por isso é tão importante para qualquer pessoa e, principalmente para o médium, a contínua freqüência a atividades que chamam para o Alto, que sustentam a fé e proporcionem uma vibração de boa freqüência espiritual.

 

"Extraído do livro “Mergulho no Invisível - Saara Nousiainen”.