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EQUIPE DE TRABALHOS MEDIÚNICOS

 

O ideal é que um grupo mediúnico consiga transformar-se numa equipe, numa família espiritual, na qual todos os membros se liguem uns aos outros por laços de verdadeiro afeto.

Tivemos oportunidade de conhecer mais de perto dois grupos assim.

Um deles é aquele em que ocorreu a retirada do “implante”, citado em outro texto. Como todos os grupos mediúnicos produtivos, esse também já passou por muitos altos e baixos, problemas os mais variados, até que todos fizeram um pacto de afetividade entre si, passando a realizar encontros sistemáticos visando conversar abertamente, olho no olho, como irmãos muito fraternos, procurando dirimir as diferenças e aproximar corações, sem máscaras.

Esse grupo é daqueles que são muito perseguidos por legiões trevosas, organizações do mal que trabalham com afinco para anulá-los, em razão das suas atividades em defesa de vítimas de obsessões complexas e pela ousadia que demonstram em atrapalhar seus tenebrosos planos.

Na outra vertente vamos encontrar também poderosas organizações do mal, cuja meta é anular os efeitos evolutivos das atividades espíritas. É como a árvore que dá bons frutos, tornando-se alvo da sanha inimiga.

Essas organizações pouco se importam com os estudos doutrinários que são realizados nos centros, com as palestras e os passes, nem com atividades caritativas. A sua meta é não permitir que os conteúdos espíritas cheguem aos corações das pessoas, realizando ali as tão necessárias transformações interiores.

Os resultados da sua atuação são fáceis de perceber se observarmos as prioridades nos meios espíritas. São raros os grupos ou centros que realizam atividades exclusivamente voltadas para o crescimento interior das pessoas; que procuram encontrar meios práticos, tais como oficinas, para desenvolver amorosidade, humildade, alteridade, bom convívio e demais valores nos seus freqüentadores.

Nos meios espíritas, não se dão aulas de amor e isto certamente reflete a atuação das referidas organizações.

Felizmente, desde alguns anos vêm vertendo da dimensão espiritual mensagens e mais mensagens indicando a necessidade premente de se passar a vivenciar, de fato, os conteúdos espíritas, ou seja, situar o espiritismo no coração, pois, como disse o espírito Ermance Dufaux, “Espiritismo na cabeça é informação, no coração é transformação”.

É justamente essa transformação que as organizações trevosas não querem ver acontecer.

 O outro de que falamos é o Grupo Carlos Eduardo, da Comunhão Espírita de Brasília, que conseguiu transformar-se numa verdadeira equipe, após “ouvir” e pôr em prática determinadas orientações espirituais recebidas, entre as quais do Espírito Odilon Fernandes, Diretor-Geral do Liceu da Mediunidade (Instituto existente no plano espiritual, que visa à preparação de médiuns em fase pré-reencarnação)

Dentre as orientações do Dr. Odilon, destacam-se:

a) apadrinhamento de uma entidade assistencial – de qualquer natureza – que pudesse ser visitada regularmente, com vistas a levar auxílio material e principalmente espiritual;

b) realização mensal do Evangelho no Lar, na residência de todos os participantes;

c) estudo intensificado de obras de cunho evangélico e doutrinário.

A implementação dessas orientações foi acontecendo lentamente e hoje o grupo desenvolve diversas atividades sistematicamente, tanto dentro quanto fora da instituição. Dá atendimento tanto material quanto espiritual a uma creche, denominada Ampare, que atende a crianças deficientes físicas e/ou mentais, de 03 a 16 anos, localizada na Vila Planalto, em Brasília.

A cada três meses, o grupo viaja até Palmelo, cidade distante aproximadamente 300 km de Brasília. Essa comunidade, de aproximadamente 5.000 habitantes, considerada a primeira cidade espírita do mundo, foi erigida no primeiro quartel do século XX pelo bandeirante espírita Jerônimo Cândido Gomide, conhecido por Candinho, discípulo de Eurípedes Barsanulfo. Recebeu do Apóstolo Sacramentano, quando ainda em vida física, a incumbência de partir em missão apostólica rumo ao interior brasileiro. Melhores e maiores detalhes sobre este desbravador e suas atividades, podem ser obtidos no livro “De Sacramento à Palmelo”, de Agnelo Moratto.

É uma cidade de baixa renda per capita, reduzida área urbana e rural.

Para facilitar a locomoção até Palmelo e integrar mais ainda os membros da comitiva, a viagem é feita em um microônibus com 26 lugares. Durante boa parte do percurso de ida e volta os companheiros cantam e permanecem em vigília e oração. Esta foi uma das recomendações dos guias espirituais, pois, o assédio dos espíritos contrários é bastante intenso. A reunião de desobsessão do grupo, que ocorre na noite anterior à viagem, é totalmente direcionada ao desimpedimento das forças contrárias ao trabalho do Bem.

Também o Evangelho no Lar foi implantado pelo grupo, assim como os estudos, tanto dos livros da codificação quanto de outros complementares, tais como, os da série André Luiz ou relacionados à mediunidade aplicada.

As reuniões mediúnicas são sempre antecedidas por preparo adequado, visando harmonizar o ambiente e elevar a freqüência vibratória do grupo.

O trabalho de atendimento aos espíritos (em sua maioria são obsessores e membros das organizações trevosas às quais já nos referimos) possibilita geralmente a simultaneidade de duas, no máximo três, manifestações. Os médiuns de sustentação permanecem em prece, durante os trabalhos; vez em quando um ou outro é chamado para aplicação de passe ou realização de oração direcionada, sempre em voz alta.

Ao final, são direcionadas vibrações aos ocupantes de cargos públicos (presidente, governantes, políticos, de uma maneira geral, magistrados); aos indigentes, presidiários, doentes do corpo e da alma; aos líderes do planeta, com ênfase à determinada região de turbulência; a problemas específicos do País, como aqueles abrangidos pela febre aftosa ou eventuais crises políticas. Também são contemplados pelas vibrações os lares e locais de trabalho dos membros do grupo, os familiares de cada um. Da mesma forma, são citados nominalmente todos os ausentes à reunião da noite.

A atividade é sempre encerrada com uma avaliação geral e comentários sobre as ocorrências.

 

Trabalhos como alguns desses que descrevemos costumam ser alvo de muitas críticas nos meios espíritas, acostumados a uma mesmice que foi se consolidando ao longo das décadas.

São críticas e julgamentos que precisam ser repensados.

Costumamos criticar acerbamente aqueles que “fazem de forma diferente” da maneira a que estamos habituados.

Reflitamos um pouco sobre essa questão:

1 – Esse tipo de crítica é destrutivo, porque serve apenas para criar em torno do criticado uma aura de negatividade.

2 – Ao criticarmos alguém, estamos nos posicionando acima dele, praticando, dessa forma, o orgulho.

3 – Quantas vezes aquilo que criticamos nos outros acabamos adotando para nós mesmos, ao percebermos que eles é que estavam certos. Os nossos conceitos e a nossa ótica vão se modificando à medida que ascencionamos em nossa escalada evolutiva.

4 – A crítica, irmã gêmea da maledicência, é algo extremamente prejudicial, por denegrir a imagem de alguém. Quem as pratica deveria lembrar-se de que más palavras são como as penas que atiramos ao vento do alto de um edifício. Se, ao percebermos nosso engano, quisermos recolhê-las, isto será impossível. O vento as terá levado para os mais distantes lugares.

Aí, só nos restará o arrependimento.